,

FREI ALBANO PEREIRA NÓBREGA REALIZOU SUA PÁSCOA DEFINITIVA

Na quarta-feira, dia 09 de setembro, a fraternidade de São Francisco em Salvador/BA celebrou as exéquias do irmão menor Frei Albano Pereira de Nóbrega que após um período de aproximadamente um mês hospitalizado fez a sua páscoa definitiva para a morada eterna. Diante do evento de sua morte, surgem dois sentimentos: o da perca, caracterizado pela ausência fraterna, e o de alegria, pela passagem da vida terrena à vida eterna.

A morte de um franciscano parte do princípio da felicidade. Jamais se confunde com a tristeza e muito menos com as sombras do luto. Trata-se dum encontro entre a pequenina criatura e o Criador que a fez. É como a plenificação da vocação doada e a confirmação de um sim que dito uma vez se tornou eterno. Este ensinamento foi dado pelo próprio Seráfico Pai São Francisco que bem se relacionou coma irmã morte de forma amiga e fraterna.

No fim da vida é a morte que se torna a amiga, a irmã e a companheira que conduz à última jornada ao tão esperado encontro com o Sumo Bem. Como eleitos de uma vida eterna que se deu na fidelidade dos concelhos evangélicos, nos tornamos habitantes do Reino definitivo que começamos a construir com a nossa breve passagem na terra.

Olhar para Frei Albano é enxergar nele um homem destemido que foi peregrino e forasteiro enquanto viveu. Frade de uma presença silenciosa, orante, missionária e jovial. Viveu uma vida confirmada no Evangelho em busca de se configurar com o próprio Cristo.

O velório do Frei Albano se deu na Igreja do Convento São Francisco e a missa de corpo presente, realizada às 15 horas, foi presidida por Frei Arnaldo Motta, companheiro de estudos do irmão falecido. Além de testemunhos de alguns contemporâneos do Frei Albano que se fizeram presentes, durante o tempo da missa e funeral, foi possível acompanhar os testemunhos virtuais de alguns familiares impossibilitados de estar presentes por conta da pandemia.

Após cortejo com o féretro até o cemitério, o confrade foi sepultamento de modo sereno. Aos que ficaram, resta a certeza da ressurreição dessa semente plantada na terra.

 

Frei Felipe Ferreira, OFM