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UM MAR DE GENTE CELEBRA OS LOUVORES A DEUS POR IRMÃ DULCE

Esse dia 20 de outubro, em Salvador, Bahia. Foi um dia muito especial, era perceptível, a alegria dos fieis e admiradores da Santa Dulce dos Pobres, pela celebração em ação de graças e homenagem pela canonização desta que foi e continua a ser Anjo bom da Bahia ou nas palavras do Arcebispo primaz do Brasil, anjo bom do Brasil.

Os Frades Menores da fraternidade de Salvador, também partilharam da grande alegria deste dia, em celebração dominical festiva na Igreja do Convento, as 8 horas da manhã, primeiramente por ser o dia do Senhor e também em gratidão a Deus, pelas boas sementes plantadas, pela Santa Dulce dos Pobres, nesta terra soteropolitana, Santa Dulce sem dúvidas, passou semeando o amor, ao final da celebração no convento, que acolheu muitos devotos vindos de muitos lugares para a festa do povo em homenagem a Santa Dulce. Foi exposta a relíquia da Santa, para que os fiéis, com muita devoção, pudessem venerá-la.

A Tarde, a partir do meio dia e trinta minutos, foi dado início, as homenagens a Santa Dulce, na Arena Fonte Nova, organizado pela Arquidiocese Primaz do Brasil. Estavam presentes no evento 49 mil pessoas, uma tarde de muitas homenagens, entre os presentes os miraculados que levaram à beatificação e canonização de Irmã Dulce, Cláudia Araújo e José Maurício Moreira, além da sobrinha da santa e superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), Maria Rita Pontes. um dos pontos fortes da tarde foi a apresentação do espetáculo teatral “Império de Amor”, sobre a vida de Santa Dulce dos Pobres. A imprensa, o Arcebispo de Salvador, Dom Murilo Krieger expressou que o espetáculo lhe tocou, porque mostra que a obra de Irmã Dulce “é uma obra viva, onde cada pessoa é uma pedrinha nesse mosaico de amor que forma o rosto de Jesus Cristo”. Fizeram parte da apresentação cerca de 500 crianças e adolescentes do Centro Educacional Santo Antônio (CESA), núcleo de educação das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), além de idosos que abrilhantaram as apresentações. Ao final da apresentação foi feito um apelo, pelas Obras sociais da Irmã Dulce, para que esse projeto continua-se semeando o amor aos necessitados, foi feito o pedido, para que ajudassem o projeto, que sobrevive da ajuda financeira e caritativa de benfeitores.

O ápice deste dia foi a celebração Eucarística ao final da tarde, antes de dar início a este momento maior do dia, foi acolhida a relíquia da Santa Dulce dos pobres, assim como a Imagem de Nossa Senhora da Conceição da Praia, a imagem de Santo Antônio de Pádua, conduzida pelos Frades Menores Capuchinhos, por ser o Santo de devoção da irmã Dulce, a imagem do Senhor do Bonfim também foi acolhida.

Deu-se então início a celebração Eucarística presidida pelo Arcebispo Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger. Ao início da celebração o arcebispo convidou Dom Estevão, bispo auxiliar, para ler um comunicado de Giovanni d’Aniello, Núncio Apostólico do Brasil, que não pôde comparecer à cerimônia. “O Anjo Bom da Bahia é uma santa no dizer do Papa Francisco. Talvez os livros de História do Brasil ainda nada afirmem a respeito dela. Todavia, Salvador, o Brasil e agora o mundo sabem muito da Irmã Dulce dos Pobres, que percorreu essas ruas, becos e avenidas da cidade de Salvador em busca de Jesus abandonado nas pessoas dos pobres e dos sofredores. Deste modo, tornou-se reconhecida como Anjo Bom da Bahia e a mãe dos pobres”, disse um trecho de sua fala.

Em sua homilia Dom Murilo, enfatizou “Santa Dulce dos Pobres, hoje Salvador está em festa, a Bahia está em festa e o Brasil todo se alegra com o reconhecimento de sua santidade, ocorrida no domingo passado, na Praça São Pedro, no Vaticano. Quem esteve lá viu uma experiência única, emocionante daquelas que só a fé nos possibilita viver. Como foi bom ouvir a declaração do Papa Francisco, para a glória da Santíssima Trindade”. E realmente era nítida a alegria não só dos baianos presentes todos os que vieram com devoção homenagear a Santa, onde todos vibravam com salva de palmas e cantavam animados, os cânticos da celebração.

Também falou Dom Murilo, “Imagino sua timidez, no tempo em que morava em Salvador, quando ouvia alguém chamá-la de ‘O Anjo Bom da Bahia’. Mas a senhora foi isto mesmo: um anjo que passou pelas ruas desta cidade, que acolheu doentes e abandonados e que ajudou muitos a descobrir o sentido da palavra ‘dignidade’”.  E próximo ao fim de sua homilia expressou “O mundo precisa de muitas ‘Irmãs Dulce’. Se a Igreja a coloca agora em lugar de destaque é para que a luz de Cristo, que se reflete na senhora, seja vista por nós e nos anime a fazer o que estiver ao nosso alcance para tornar o mundo melhor. Se tivermos essa disposição e confiarmos na Providência Divina, descobriremos que, colocando Deus no centro de nossa vida e amando o próximo como a nós mesmos, o mundo se tornará melhor e não passaremos por esta terra em vão”.

Ao final da celebração, a imagem da Santa Dulce dos pobres foi conduzida para o centro do estádio, onde os fieis acompanharam entoando o hino em homenagem a Santa e iluminando toda a Arena Fonte Nova, com luzes de seus celulares, formando uma linda procissão luminosa, acompanhada de olhares emocionados.

Frei Mendelson Branco da Silva, OFM1