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“OLHAR A NOSSA HISTÓRIA, TENDO EM VISTA OS NOSSOS DIAS E SUAS EXIGÊNCIAS,” É O CONVITE DO TERCEIRO DIA DE CURSO DE FRANCISCANISMO

Após conhecermos a história da Primeira Província Franciscana do Brasil, o terceiro dia do Curso deu início com a assessoria de Frei Elói Piva, frade menor pertencente à Província Franciscana da Imaculada Conceição e que ficou responsável de partilhar sobre a história da mesma. O religioso, que também é professor de História da Igreja no Instituto Franciscano de Teologia e reside em Petrópolis – RJ, deu início apresentando alguns mapas e datas que mostram as primeiras casas da Custódia da Imaculada Conceição, que compreendiam os Estados do Espírito Santo até o Sul do País. Ao apresentar alguns pontos de localização que mostram os primeiros conventos, como, por exemplo, o de São Francisco em Vitória e o de Santo Antônio no Rio de Janeiro, ele lembrou que estes conventos serviam como um lugar de apoio para que houvesse a irradiação do carisma em toda a região, reafirmando a proposta de São Francisco em dizer que o claustro do frade deve ser o mundo.

Frei Elói apresentou os desafios que estiveram presentes durante toda a história da Província como, por exemplo, a exigência do governo quanto ao número de frades, o desenvolvimento do tempo que exigia uma maior criatividade no trabalho entre eles, mas também muitas esperança como o trabalho de formação feito, como também o período da Restauração (1891) quando a Província só contava com a presença de um religioso, a saber, Frei João do Amor Divino, OFM.  

 A programação da tarde do dia 24 contou com a participação de Frei Roberto Soares, OFM e Frei Róger Brunoro, OFM que lembrou: “Nós temos um patrimônio material, mas que ao mesmo tempo é imaterial. Nós temos uma herança histórica que tem um caráter de evangelização, tendo em vista que o nosso País nasceu Franciscano.” Frei Róger ainda recordou nomes de frades que contribuíram com pesquisas, trabalhos escritos e artísticos convidando todos a perceberem que o agora somos nós e que todos precisam continuar esta história. O religioso lembrou ainda que os espaços reservados ao patrimônio histórico que existem na Província de Santo Antônio e da Imaculada Conceição tem o objetivo de restaurar o passado e também construir o futuro da Ordem. “Toda a história que tem 522 anos, nos faz lembrar que nossa história é diária. O nosso cotidiano está contextualizado nos significados de nossos espaços sagrados e litúrgicos, as celebrações, etc”, frisou Frei Róger.

Frei Roberto Soares continuou a reflexão acerca da importância de nosso Patrimônio Histórico para a memória de nossos trabalhos de evangelização. Ele lembrou que o serviço tem como objetivo preservar, conservar e proteger o que é parte de nossa vida e missão. “Muito mais do que algo histórico, cada documento, peça, fotografia tem seu profundo sentido espiritual,” ressaltou.