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HISTÓRIA PRESERVADA: AZULEJOS DO CONVENTO SÃO FRANCISCO, EM SALVADOR/BA, PASSARÃO POR RESTAURO

São mais de 30 mil peças distribuídas em 110 painéis espalhados por todo o claustro que narram um pouco da cultura portuguesa e temas filosóficos. Quem vem a Salvador e visita o Convento São Francisco, no Largo do Cruzeiro, fica encantado com a tamanha preciosidade daobra de arte portuguesa do século XVIII, que data mais de 250 anos. Mas,  quem também aqui chega percebe os desgastes e os danos provocados pelo tempo nessas peças.

Em alguns espaços é possível perceber o estrago nas peças

Com a responsabilidade de manter vivo um dos Conventos Franciscanos mais antigos do Brasil, a Comunidade Franciscana se alegra com a aprovação do
projeto de restauro dos Azulejos depois de anos. A Obra será no valor de
2,6 milhões, tendo como verba o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, do
Governo Federal, e teve inicio esta semana.

Durante os trabalhos que devem durar em torno de 18 meses, o espaço ainda poderá ser visitado pelos turistas, sendo esta uma oportunidade dos mesmos verem de perto o serviço minucioso de cuidado e restauro dessas peças.

O processo será realizado em etapas, entre elas destacam-se a retirada das peças com as devidas marcações, como também a conhecida etapa de dessalinização.

O último restauro realizado nos painéis de azulejaria foi há mais de 20 anos por uma empresa portuguesa. A esperança agora cerca os olhos dos turistas e de toda a comunidade que terão a oportunidade de ver ainda mais vivo e cheio de cor as peças que embelezam o convento franciscano.

Azulejos Portugueses

As peças do século 18 chamam atenção dos turistas que visitam o Convento Franciscano

O Azulejos Portugueses, de autoria desconhecida, encontrados no Claustro do Convento de São Francisco são datados do ano de 1742. As peças narram figuras mitológicas, embora em um espaço cristão, as peças foram colocadas de forma intencional no ambiente pelos frades da época, para que assim, dentro de uma leitura cristã e franciscana da filosofia estoica de Horácio, os mesmos pudessem meditar sobre os valores cristãos, como narra o livro Igreja e Convento de São Francisco da Bahia, escrito por Frei Hugo Fragoso e Maria Helena Flexo.

Fonte e Fotos: Frei Roberto Alves, OFM   / Revisão: Juliana Caroline e Frei Faustino, OFM