,

CURSO INTERPROVINCIAL DE FRANCISCANISMO DISCUTE O TEMA JUBILAR DO ENCONTRO DE SÃO FRANCISCO COM O SULTÃO

Aconteceu na Província Santo Antônio do Brasil o Curso Interprovincial de Franciscanismo. Esse curso divide-se em três etapas no decorrer dos três anos primeiros anos de profissão temporária. Participaram dessa etapa do curso Frades junioristas de três entidades: Província Santo Antônio do Brasil, Província da Assunção e a Custódia São Benedito da Amazônia.

Este ano, o convento de São Francisco, em Olinda-PE, sediou o evento e acolheu os participantes que trabalharam o tema jubilar do encontro de São Francisco com sultão. Os frades da Custódia São Benedito ficaram bastante gratificados com o evento e alegaram: “para nós que somos da Amazônia, trata-se se uma experiência gratificante que nos possibilita conhecer o primeiro convento dos Frades Menores no Brasil, além de ter uma convivência fraterna com outras realidades provinciais e um enriquecimento cultural inenarrável”

Em se tratando do tema, Frei Fernando da Custódia ressaltou: “Há 800 anos realizava-se o histórico encontro entre São Francisco de Assis e o sultão do Egito, AL-Kamil, um pilar na esteira do diálogo inter-religioso islâmico-cristão. Era o ano de 1219 quando Francisco de Assis, em meio às Cruzadas e ao clima de violência e conflito delas decorrente, decidiu dar a sua contribuição para promover a paz, com a bênção e permissão do Papa Honório III. Assim, enquanto as duas margens do Mediterrâneo eram marcadas pelo ódio, o “Pobre de Assis” foi a Damietta, a poucos quilômetros de distância do Cairo para conversar com o Sultão do Egito Malek al Kamil, fazendo com que o Evangelho se encontrasse com o Alcorão. Um gesto inesperado, forte nas intenções e implicações, mas que permaneceu por muito tempo “pouco glorioso”, sendo considerado até mesmo pela maioria como um fracasso. O Pobrezinho de Assis, com sua visão de evangelização e com suas ações, faz parte de toda outra lógica, desconhecida na época e acaba até mesmo por prever a derrota aos cruzados”.

O curso foi diversificado e se oportunizou visitas a templos das religiões islâmica e judaica, além de momentos de oração, reflexão, partilha e, sobretudo, fraternidade.

 

Por: Frei Fernando, adaptação de Frei Faustino dos Santos.