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“SENHOR, PARA OS QUE CREEM EM VÓS, A VIDA NÃO É TIRADA, MAS TRANSFORMADA”

Irmãos e irmãs paz e bem!

Hoje comemoramos todos os fiéis falecidos. A liturgia nos apresenta várias opções de leituras. Vou me deter para reflexão o Evangelho de João 11,32-45 e as leituras Jó 19,1.23-27a e Rm 5,5-11. Todas elas buscam refletir sobre a nós, sobre a nossa vida, mostrando que a morte é a passagem para eternidade e a concretude de nossa missão na terra.

A própria Oração Eucarística deste dia nos recorda de maneira categórica que: “Nele (Cristo) brilhou para nós a esperança da feliz Ressurreição. E, aos que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola. Senhor, para os que creem em vós, a vida não é tirada, mas transformada. E, desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível”. Meus irmãos e irmãs, todo aquele que mergulha sua vida na morte e ressureição de Cristo Jesus, rompe com um dos seus maiores medos que é “deixar de existir”, e garante para si a vida eterna.

Na primeira leitura, encontramos a figura de Jó, permeado por dificuldades, sentindo-se sozinho, ignorado por seus amigos, vivendo um tempo obscuro em sua vida, mas de uma coisa ele tem certeza que Deus continua do seu lado, ele não é estranho a ele, e por isso mesmo deposita toda sua esperança nele para enfrentar tudo que lhe aflige, e mesmo deparando-se com a morte que para muitos é sinal de finitude, ele, reconhece a ação Divina em sua vida, e o coloca como seu defensor que o ama, isso porque, acredita que o propósito de Deus é sempre salvar o homem.

Já na segunda leitura deparamos o apóstolo Paulo convidando a comunidade de Romanos a perceber que não foi à toa que Deus enviou seu Filho unigênito, sua encarnação trouxe vida nova, trouxe esperança, trouxe  a certeza da eternidade. Tudo isso, foi fruto, da ação amorosa de Deus, da doação sem limites do Filho e da efusão do Espirito Santo, fez com que todos nós fossemos incluídos no seu reino, que sempre será de liberdade e vida, pois a vocação de toda a humanidade é ser família de Deus. Onde reina a reconciliação, o amor, a caridade e a herança da Salvação dada por Jesus.

No Evangelho de hoje encontramos Jesus ressuscitando Lázaro que estava morto a quatro dias. Ele pertence ao sétimo e último sinal operado por Cristo antes do sua entrega total de amor na cruz. Tal acontecimento provoca uma profundo, experimento de fé em Jesus que é a ressurreição e a Vida para todos aqueles que assim como Marta acreditam na vida plena, pois ele mesmo ao garantir vida nova para Lazaro, provoca sua própria morte, e sua morte torna-se motivo de vida para todos. Meus irmãos e irmãs o amor vence e ultrapassa o medo, em Jesus ganhamos a eternidade. Que a ressurreição de Lazaro nos ajude a compreender o quanto somos importantes para Deus que não quer perder nenhum de nós porque nos ama.

 

Frei Alleanderson Brito,  OFM