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FESTA DE SÃO FRANCISCO: A FÉ NA VIDA DAS PESSOAS

“Assim também a fé, se não se traduz em obras, por si só está morta”. (Tg.2,17).

Numa busca de entendermos como é a fé do nosso povo peregrino neste mundo, perceberemos que é necessário, nesta fé, um compromisso, um compromisso que exige ainda de nós a coragem de entregar-nos o nosso próprio ser, comprometer-nos com a vida, lutar em favor dos outros. Desta forma, estaremos respondendo ao amor gratuito de Deus que nos ama sem medidas, sobretudo aos mais pobres e excluídos, os quais carregam em si, os traços do próprio Cristo pobrezinho e de sua mãe. Tornar-se-á, então, uma vida toda de entrega que é sinal de um cristão que deixou-se acolher e ser acolhido pelo Divino Amor, que o acompanha em todos os momentos da sua existência.

Diante desta fé na vida das pessoas que vão sendo transformada em seu cotidiano por cada uma das experiências com Nosso Senhor, vemos o quanto se torna muito importante e memoráveis, aqueles momentos em que a pessoa é marcada pela superação das suas dificuldades, levando consigo, após este acontecimento, um sorriso de alegria por perceber que Jesus sempre esteve e sempre estará com ela nos diversos desafios que ela passou e passará na vida, e isso constitui a  alegria de uma vida nova e renovada na pessoa de Jesus Cristo.

A fé popular, aquela piedade passada desde nossos avós é rica de experiências pessoais com Cristo, ou com o santo da devoção de cada um. Uma fé, assim como uma boa amizade, regada e alimentada pela amizade, pelo diálogo com aquele que se torna próximo de nós no momento em que mais precisamos de um ouvido, de um colo, de um conselho. Esta mesma fé vista em nossa gente, em nossos irmãos, é uma fé, ou melhor, são atos de piedade de quem ouviu São Tiago advertir sobre as obras unidas a fé e assim uma fé viva, uma fé em ação. Nosso povo tem marcado, e isso é uma virtude, a caridade em seu peito. A caridade vista nos atos de empatia para com o sofrimento alheio, como assim um dia alguém fora com ele, e essa pessoa é o próprio Jesus que a deu o exemplo, assim como Ele mesmo fez em sua missão aqui na terra: ser um com seus irmãos. Uma fé traduzida na partilha do pão, na partilha do tempo em escutar quem tem muito ou nada a dizer, mas que almeja uma pessoa que simplesmente esteja ali próximo. E nós sabemos muito isso, pois quando muito precisamos, sempre pedimos a Jesus, a Maria, a Antônio ou a nosso Pai Francisco que nos escute e nos ajude a levar nossa súplica a Deus.

Enfim, uma fé fortalecida pelas simples obras de caridade, e obras que se fundamentam e se sustentam pela fé simples. Sendo assim, percebemos quando Pai Francisco nos aponta aos mais simples como nossos mestres, nossos formadores: que é só na simplicidade da partilha do nosso eu e de nossos dons é que fortificamos a nossa fé e ao mesmo tempo dialogamos pessoalmente com o próprio Deus que se revela no irmão.

Frei Marcelo Freitas.

 

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