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LITURGIA DO 23º DOMINGO COMUM

Caríssimos irmãos e irmãs celebramos neste dia 09 de setembro o vigésimo domingo do tempo comum e segundo domingo do mês da Bíblia. Como sabemos, a Mãe Igreja dedica o mês de setembro a Palavra de Deus. Não que a Palavra Sagrada não deva ter a devida atenção nos demais meses do ano, mas em setembro esta atenção deve ser mais intensa, pois a Bíblia tem palavras animadoras, de incentivo, de esperança e também de questionamento.

Essas mensagens de motivação são encontradas em quase todos os textos da Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse de São João, de maneira especial naqueles textos vocacionais ou de envio em missão como os que relatam o chamado de Moisés, de Samuel, dos profetas e ainda aqueles que falam da anunciação do anjo Gabriel, e das aparições de Jesus. São palavras que mostram a certeza da presença do Senhor: “Eu estarei com vocês”; “Eu estarei contigo”; “Eu irei a vossa frente”. Vejamos o que nos diz os textos deste domingo.

A primeira leitura traz uma literatura apocalíptica comum em tempos difíceis, de dominação e opressão. Tem como fim vislumbrar a esperança e afastar o medo de agir. O texto mostra os sinais que mudam a sorte do povo transformando totalmente a realidade: “Os olhos dos cegos vão se abrir e os surdos passaram a ouvir. Os aleijados vão pular como cabritos…” (Is 35, 5s).

Na segunda leitura São Tiago chama atenção da comunidade que age com descriminação para com o pobre dizendo que tal atitude é uma contradição com a fé no Senhor Jesus Cristo glorificado. “Será que não julgastes com critérios que não convém”? (Tg 2, 4b). E mostra os critérios a serem considerados: Deus escolheu os pobres “para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que amam” (Tg 2, 5) e “amar o próximo como a si mesmo” Tg 2, 8).

O Evangelho narra o retorno de Jesus da região de Tiro, para onde Ele tinha ido buscando o anonimato, e onde num diálogo com uma mulher siro-fenícia trata do tema da participação dos gentios nas comunidades cristãs. Narra ainda nesta viagem a passagem na região da Sidônia e Decápole ambas habitadas por povos pagãos, e a sua ida para Galiléia onde lhe é apresentado uma pessoa especial que tinha problema de audição e que não falava. Jesus acolhe essa pessoa e realiza a cura. Esse episódio nos ensina que somente um encontro profundo e pessoal com Jesus é capaz de curar de verdade.

A Boa Nova deve ser proclamada sempre a todas e por todas as pessoas de boa vontade e de maneira especial por aquelas que são agraciadas por Deus em suas vidas. Não esqueçamos de reservar um tempo a Palavra de Deus no nosso dia-a-dia. Uma feliz semana para você.

 

Frei Francisco Robério Ferreira de Sousa OFM.