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O 3º ENJ A CADA DIA SE ENRIQUECE COM A DIVERSIDADE DAS EXPERIÊNCIAS DAS JUVENTUDES DO BRASIL

Ser jovem santo, compreendendo que santo é aquele que na caminhada escolheu levantar diante a realidade da queda. O relevante não é o cair, mas o levantar, como eu o vivencio. Todos nós temos uma missão dada por Deus, e apenas nós mesmos temos condições reais de entender qual seja esta missão. Diante do jovem que questionou a Jesus o que deveria fazer para ser feliz, o Mestre o questiona acerca de qual experiência ele estava vivenciando e diante da resposta do mesmo, Jesus compartilha com ele a sua própria. Foi à luz dessa reflexão que fomos acolhidos e animados no nosso segundo dia do 3º ENFJ pela mensagem em vídeo do Ministro geral da OFM, Frei Michael Perry.

Essa sexta-feira foi mais uma dia onde tivemos a oportunidade de experienciar o encontro com nossos irmãos. Pela dinâmica de uma “mesa redonda”, assessorados por Carlos Fernandes, Emanuele Souza e Frei Pedro Júnior, refletirmos acerca das juventudes: suas vivências, sua identidade, sua pluralidade, seus medos e desafios. Fomos levados a compreender o próprio conceito de juventude em suas perspetivas biopsicossocial, o jovem percebido pelo Estado, traçando um perfil de sua identidade circunscrita a sua realidade sócio econômica, uma juventude marcada pela busca da liberdade, da sua própria identidade, seu projeto de vida. Permitindo-se pensar a juventude que oportuniza uma ponte relacional, reflexiva com outros gerações, como propõe o Papa Francisco.

O texto do Santo Evangelho segundo São Lucas, que diz: “E o desânimo se converteu em ardor: Permanece conosco Senhor” (Lc 24,29), escolhido como tema para esse ENJ, foi a luz pela qual fomos chamados a pensar os anseios da juventude. Assim como os discípulos de Emaús, acerca de que, nós (juventude), vamos conversando pelo caminho de nossa existência? Como disse Frei Pedro Júnior: “A proposta de Jesus é moderna”, ela é atual, viva e eficaz diante da realidade que nos está posta em nossos dias. Somos chamados a perceber, na medida em que também buscamos ser, os “sinais do ressuscitado”. Somos chamados a viver a partilha afim de que estes sinais estejam encarnados em nossa práxis cristã. Precisamos enquanto juventude, vivendo na diversidade, “fazer memória do Cristo”.

Num segundo momento de partilha e debates em grupos de trabalho, pudemos nos aprofundar nessas reflexões que nos despertaram para perceber que de fato “o Cristianismo nasce da experiência do encontro”, como bem nos lembrou nosso irmão Carlos Fernandes na ocasião da mesa redonda. Um Deus que escolheu ser Emanuel, um Deus que se encontra com a humanidade e nos convida a nos encontrarmos com o próximo, vivenciamos o carisma franciscano como essa espiritualidade do encontro, ou como nos tem dito o Papa Francisco, de sermos uma Igreja em saída.
À luz de tudo isso pudemos viver a partilha do aprendizado. Encerramos nosso dia com uma linda festa da Noite Cultural onde cada região, representada por aqueles que constituírem as províncias e Custódias, trazendo um pouco da rica diversidade cultural do nosso país, nos brindaram com um show de apresentações artístico-culturais preparados também pela espiritualidade singular de cada região do país.

Foi um lindo dia de muita paz e muito bem, construído pelo sopro jovem daqueles que vêem em São Francismo um modelo de vida que vale a pena ser vivido.