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NO DIA EM QUE CELEBRAMOS N. SRA DO CARMO, RECORDAMOS O AMOR DE S. FRANCISCO PELA VIRGEM MARIA

Neste dia em que celebramos a Virgem Maria pelo título de Nossa Senhora do Carmo, vivemos um fato importante da história de nosso peregrinar Cristão/Franciscano. No dia 16 de Julho de 1228, dois anos após a morte de nosso Seráfico Pai São Francisco, ele foi canonizado pelo Papa Gregório IX. Se refletirmos atentamente a ligação de São Francisco com a Virgem Maria Santíssima perceberemos o amor que ele cultivava em seu humilde coração pela virgem Mãe, que é escola de santidade para os discípulos de seu filho Jesus. A figura materna de Maria inspirava o discipulado de Francisco, ele compôs uma linda saudação que é um verdadeiro louvor a Mãe do salvador:

 

Saudação a Mãe de Deus

Salve, ó Senhora santa, Rainha santíssima,
Mãe de Deus, ó Maria, que sois Virgem feita igreja,
eleita pelo santíssimo Pai celestial,
que vos consagrou por seu santíssimo
e dileto Filho e o Espírito Santo Paráclito!
Em vós residiu e reside toda a plenitude
da graça e todo o bem!
Salve, ó palácio do Senhor! Salve,
ó tabernáculo do Senhor!
Salve, ó morada do Senhor!
Salve, ó manto do Senhor!
Salve, ó serva do Senhor!
Salve, ó Mãe do Senhor,
e salve vós todas, ó santas virtudes
derramadas, pela graça e iluminação
do Espírito Santo,
nos corações dos fiéis
transformando-os de infiéis
em servos fiéis de Deus!

Francisco amava profundamente o mistério da encarnação do Senhor, e a sua devoção pela Virgem Maria está profundamente ligado a este mistério, a Virgem Mãe de Deus, como nos diz a saudação é a “eleita pelo santíssimo Pai celestial, que vos consagrou por seu santíssimo e dileto Filho e o Espírito Santo Paráclito! Em vós residiu e reside toda a plenitude da graça e todo o bem!”  este é um verdadeiro louvor a humildade da Serva do Senhor que recebeu do Pai celestial a grande Graça de ser a Mãe do Salvador, pela ação do Espírito Santo de Deus, este mistério fazia o coração de Francisco arder por uma devoção profunda a Mãe de Deus e nossa Mãe, a “Virgem feita Igreja”.

Francisco enxerga em Maria, um caminho de pobreza evangélica, o coração de Francisco arde ao meditar a pobreza do menino Jesus e sua mãe pobrezinha, essa contemplação também o inspirava no seguimento de Cristo: “Eu, Frei Francisco, pequenino, quero seguir a vida e a pobreza do Altíssimo Senhor nosso Jesus Cristo e de sua santíssima Mãe, e nela perseverar até o fim; e vos rogo, senhoras minhas, e vos aconselho a que vivais sempre nessa santíssima vida e pobreza” (Ultima Vontade para S. Clara).

Podemos enxergar desta forma que nesse dia dedicado a venerável Mãe, e ao dia da comemoração da Canonização de nosso amado Pai Seráfico, que tanto amou a Santíssima Virgem, um dia duplamente especial para nós, tanto para louvar a humildade da Serva do Senhor, como também comemorar nosso Pai Seráfico, que viveu a vida inteira buscando beber desta fonte de humildade, santidade e simplicidade de coração.

 

Frei Mendelson Branco da Silva, OFM