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CPO – SOMOS SIMPLESMENTE ADMINISTRADORES, USUÁRIOS TEMPORÁRIOS.

Nairóbi 25 de junho de 2018

A história nos diz que a Ordem Franciscana, junto com outras ordens medievais, começou como uma ordem mendicante ou, mais simplesmente, como um grupo de mendigos! Essas ordens representavam uma contracultura, desafiando a cultura predominante que priorizava o bem-estar material e social de um indivíduo. A vida e regra de São Francisco de Assis, nosso Seráfico Pai, é particularmente associada com a pobreza de inspiração religiosa, e é um modelo perene de vida, o nosso ” sine proprio ” (sem nada de próprio).

Oitocentos anos depois, a Ordem Franciscana, como muitas outras Ordens religiosas, precisa de uma economia saudável para se manter e se comprometer com aqueles que vivem na pobreza. Muitas pessoas podem se perguntar: como os frades podem fazer isso sem ir contra seu voto de pobreza? Durante um dos últimos dias do CPO, o Ecônomo Geral, Frei John Puodziunas OFM, apresentou esta e outras questões durante sua apresentação aos confrades no Conselho.

O Frei John explicou que viver ” sem nada de próprio ” não significa estar desamparado, mas estar ciente “do que você possui e de como possuir”. Portanto, o coração está nas atitudes que definem as relações pessoais: com Deus, com os confrades e consigo mesmo.

“Para Francisco, dar aos pobres significava retribuir (ADM 6, 7, 21). O mais importante não é que eu tenha algo para dar: a solidariedade é expressa principalmente por estar com o outro, estar com os pobres”, disse o Frei John.

Frei John descreveu, ainda, para os confrades, 8 princípios válidos não apenas para os eles, mas para todos aqueles a quem Deus deu a graça de ter para compartilhar:

1. A lógica do Dom: uma vida enraizada na gestão adequada, reconhecendo que tudo o que temos e somos é uma dádiva de Deus, e somos simplesmente administradores, usuários temporários.

2. Transparência: o compromisso de ser francamente aberto e honesto sobre quem somos, o que temos e o quanto temos.

3. A responsabilidade: a necessidade de informar com precisão e exatidão sobre como usamos os recursos confiados a nós como administradores.

4. Justiça: um valor impulsionado pela transparência e responsabilidade. A justiça não se refere à igualdade, onde todos são iguais, mas a justiça consiste em dar e receber de acordo com os próprios dons e necessidades individuais.

5. Simplicidade: a capacidade de viver de acordo com as nossas necessidades, para saber o que é suficiente, para evitar a tendência humana de acumular, sejam coisas, edifícios, propriedades, dinheiro, fundos, investimentos.

6. Relacionamentos: o núcleo de quem somos e, portanto, central em todos esses valores. A consciência de que não estamos sozinhos, que estamos neste projeto de vida juntos.

7. Trabalho: trabalhamos pelo que temos sem evitar o trabalho manual, pois, trabalhamos com as nossas mãos.

8. O sacrifício: esteja disposto a desistir de tudo o que temos e tudo o que somos para o bem do outro.

 

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Fonte: https://ofm.org/es/blog/los-frailes-como-mendicantes-modernos/

Tradução e transcriação: Frei Willames Batista, OFM