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EPIFANIA DO SENHOR

Celebramos hoje a Epifania do Senhor, isto é, a manifestação de Jesus a todos os povos. Se dias atrás celebramos o nascimento de Jesus entre os judeus, agora celebra-se o momento em que Jesus é apresentado aos pagãos. Naquele dia, os pastores adoraram; hoje é a vez dos magos. O que isso nos diz? Jesus não nasce apenas para um povo específico, mas para todo o povo e a nossa resposta deve ser a mesma dos pastores e dos magos: adorar aquele que é o nosso único Senhor: Jesus Cristo.

Paulo na leitura de hoje nos convida a pensar sobre a imensa alegria de viver numa época em que Deus quis ser conhecido, não foram às gerações passadas agraciadas por esta manifestação, mas aquela, bem como a nossa. Somos privilegiados por sermos herdeiros de tal Epifania. Contudo, ao longo do tempo Deus se utilizou de várias formas para se revelar aos seus, dentre elas, aos profetas que eram homens da esperança. Sim, eram pessoas que mantinham a fé do povo, mesmo em meio às dificuldades da vida, como estava acontecendo com Jerusalém, dominada por estrangeiros que cobrava impostos altíssimos, o povo se encontrava desanimado e sem esperança. O profeta vendo tal situação anuncia: “levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou tua luz”. (Is 60, 1). Não era a situação de trevas que se encontrava o povo, a última palavra, era sim, a alegria da luz que viria libertar todo o povo.

Quanta luz na festa de hoje, no entanto, não vivemos num tempo de muitas luzes. Continua Isaias: “Eis que está a terra envolvida em trevas…” (Is 60, 2a). As palavras dos profetas servem para nós hoje, pois nosso mundo está envolto em violência, drogas, corrupção, egoísmo… Deixemo-nos guiar pela Estrela do Menino, deixemo-nos iluminar pela sua luz. Como os magos, adoremos aquele que nasceu para nós e ofereçamos-lhe nossos dons. Não necessariamente seja ouro, incenso ou mirra, mas o que temos.

No Evangelho de hoje (Mt 2, 1-12) se percebe um grande contraste: Jerusalém que conhecia a Palavra, não crê e, com isso, não vê a luz do Menino. Os magos, que são pagãos, vêem a Estrela, deixam tudo e partem sem ter a certeza do que iriam encontrar. Não é de certezas que o ser humano é movido; a certeza normalmente nos faz parar, não cria porque acha que assim está muito bom. Ao contrário da dúvida que permite a busca e sempre andar na tentativa de encontrar o que desejamos. Guiados pela estrela e sem certezas os magos encontram o Menino e uma alegria invade todos. Herodes guiado por si mesmo, pensando apenas no seu poder tem medo e tenta apagar a luz, mas essa luz nem enquanto menino foi apagada, pois nem a morte conseguiu tal proeza. Ele ressuscita! Dessa forma, quem se deixa guiar pela luz do Menino é tomado de alegria. Mas quem se fecha para esta luz continua em trevas.

Portanto, mais do que nunca precisamos de um encontro pessoal com Cristo, olhar em seus olhos e assim deixar que nossa vida tome um rumo diferente. Neste ano que apenas inicia precisa-se de cristãos mais comprometidos que dê testemunho dessa manifestação que hoje celebramos, Sejamos, pois, nós, luz do mundo.