Capítulo nas Fontes Franciscanas

NOTÍCIAS DA PROVÍNCIA

Regra Bulada Cap. 8
Em 1209, Francisco escreve breve Regra e vai a Roma com os onze. Obtém a aprovação do Papa Inocêncio III, só oralmente. No dia 29 de novembro de 1223, Honório III aprova, com bula papal, a Regra definitiva, ainda hoje em vigor.

Da eleição do Ministro Geral desta Fraternidade e do Capítulo de Pentecostes

  1. Todos os irmãos devem ter sempre um dos irmãos desta Ordem como ministro e servo desta fraternidade. E estão rigorosamente obrigados a obedecer-lhe. 2. Saindo este, faça-se a eleição de seu sucessor pelos ministros provinciais e custódios, no Capítulo de Pentecostes, ao qual deverão sempre comparecer, onde quer que for determinado pelo ministro geral; 3. e isto, de três em três anos ou em prazo maior ou menor, conforme for ordenado pelo referido ministro. 4. Se, em qualquer tempo, parecer à totalidade dos ministros e custódios, que o dito ministro não seja idôneo para o serviço e comum utilidade dos irmãos, têm os dito irmãos, aos quais cabe o direito de eleição, o dever de, em nome do Senhor, eleger um outro como guardião. 5. Depois do capítulo de Pentecostes, podem os ministros e os custódios, se o quiserem e lhes parecer conveniente, convocar uma vez os irmãos para, durante o mesmo ano, celebrarem capítulo em suas custódias.

Regra Não-Bulada Cap. 18
Em 1221, no Capítulo Geral de Pentecostes, Francisco apresenta a segunda Regra (Não Bulada ou não aprovada por bula papal), que Frei Cesário de Espira, versado em Sagrada Escritura, adornou com muitos textos bíblicos.

Como se devem reunir os ministros

  1. Todo ano pode cada ministro reunir-se com os seus irmãos, na festa de São Miguel Arcanjo, onde lhes aprouver, para tratar com eles das coisas que se referem a Deus. 2. Todos os ministros, porém, que residirem nos países ultramarinos e ultramontanos, compareçam uma vez em três anos, e os demais ministros uma vez por ano, na festa de Pentecostes, ao capítulo que se reúne junto à igreja de Santa Maria da Porciúncula, 3. a não ser que o ministro e servo de toda a fraternidade o determine de modo diferente.

Legenda Maior, 4,10
No fim do primeiro triênio do generalato de Frei Boaventura, reuniu-se o capítulo geral da Ordem em 1260 e incumbiu o Ministro Geral de escrever nova biografia de São Francisco. A Legenda “Maior” é a biografia longa e “Menor” é a biografia resumida para uso litúrgico.

Progresso da Ordem 

  1. Com o passar dos anos e crescendo o número dos irmãos, o solícito pastor começou a reuni-los no local chamado Santa Maria da Porciúncula para o capítulo geral, a fim de repartir entre eles, por sorte, a terra ou propriedade de sua pobreza e dar a cada qual a porção que a obediência determinasse. Mais de cinco mil irmãos aí se reuniram e faltava tudo nesse lugar. Mas Deus, em sua bondade, veio-lhes em socorro, concedendo-lhes o suficiente para as forças do corpo e a alegria do espírito. Aos capítulos provinciais Francisco não podia assistir pessoalmente, mas a sua presença era marcada por diretivas solícitas,oração contínua e com sua bênção eficaz. E às vezes mesmo, por virtude do poder de Deus, ele aparecia visivelmente. Um dia, por exemplo, quando o glorioso confessor de Cristo, Antônio, estava pregando aos irmãos no Capítulo de Arles acerca do título da cruz: “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus”, certo religioso de virtude comprovada, de nome Monaldo, movido por instinto interior e divino, dirigiu os olhos para a porta da sala onde se celebrava o capítulo, e cheio de admiração viu ali, com os olhos corporais, o seráfico Pai, que, elevado no ar e de mãos estendidas em forma de cruz, abençoava seus religiosos. Todos experimentaram naquela ocasião tanta e tão extraordinária consolação de espírito, que em seu interior não lhes foi possível duvidar da real presença do seráfico Pai, confirmando-se depois nesta crença não só pelos sinais evidentes que haviam observado, como também pelo testemunho que verbalmente lhes deu o próprio santo. Devemos admitir que a mesma força onipotente de Deus que permitiu outrora ao santo bispo Ambrósio assistir aos funerais do glorioso Martinho, para que venerasse com piedoso afeto aquele santo pontífice, essa mesma providência quis igualmente que seu servo Francisco estivesse presente à pregação de Santo Antônio, grande arauto do Evangelho, para que aprovasse a verdade daquela doutrina, sobretudo no que se refere à cruz de Cristo, cujo ministro e embaixador fora constituído.

Fonte http://www.franciscanos.org.br/?p=101117