“O senhor resgata a tua vida do fosso e te coroa de fidelidade e de ternura”(Sl 103,4)

LITURGIA DOMINICAL

Nesta terceira etapa de nossa caminhada quaresmal somos chamados, mais uma vez, a repensar a nossa existência. O tema fundamental deste 3º domingo da Quaresma é a conversão. Após termos celebrados os domingos das “tentações e da “transfiguração” de Jesus, a liturgia da Palavra ressalta a urgência da conversão pela renovação batismal. A conversão se traduz na adesão ao projeto libertador de Deus.

Na primeira leitura vemos ação misericordiosa de Deus para com o seu povo, “Ele que resgata a  vida do fosso e a coroa de fidelidade e de ternura”. Através do chamado feito a Moisés, para ser o líder do Seu povo, o rosto visível da ação libertadora se realiza em favor do oprimido. O chamado de Moisés ressalta a compaixão do Deus dos patriarcas, o nosso Deus. Um Deus atento e sensível com a realidade de Seu povo.

No Evangelho Jesus continua o seu “caminho” para Jerusalém. Ele percorre o caminho rodeado por seus discípulos e no “ meio do caminho” vai anunciado a todos a urgência da conversão entre uma parábola e outra nos diz: “…mas se vós nos vos converterdes, perecereis da mesma forma...”. Apesar do tom ameaçador, há esperança, Jesus confia em que a resposta à Boa Nova seja positiva.

A urgência da conversão quaresmal não se apresenta aqui como uma ameaça, mas um convite libertador que suscite alegria, pois nos libertamos de algo que nos impede  de crescermos como homens e mulheres de Deus. O apelo a conversão requer mudança (metánoia) de nossa maneira de Pensar, para assimilarmos os critérios de Jesus e seu estilo de vida. A conversão, como êxodo, é uma atitude do coração que exige manifestação externa do cotidiano pela dedicação as obras de caridade, à promoção da fraternidade e ao cuidado com a Casa Comum.

Desta maneira, conversão é convite à vida. Mas do que anúncio de ameaças, é a proclamação de uma boa nova. Jesus apela a conversão anunciando a proximidade do Pai, que estar sempre acompanhando e cuidando dos seus filhos, que é amor e misericórdia.

Fr. Rogério Lopes, OFM