Reflexão para o 3º Domingo da Páscoa

LITURGIA DOMINICAL

Frei Sérgio Moura Rodrigues, OFM

maio-2014

Tendo recebido o Espírito Santo e se tornado testemunhas do Ressuscitado, os Apóstolos anunciam corajosamente a vida, a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Assim sendo, as leituras desse 3º domingo da Páscoa, transmitem sua mensagem à luz das Escrituras. O que confirma todo o mistério da vida do Filho de Deus.

Por isso o primeiro testemunho dado depois de Pentecostes, narrado pra nós nos Atos, não se trata de um simples relatório sobre o que se passou com Jesus, mas sim um aprofundamento do próprio Cristo com base na revelação divina feita no Antigo Testamento. Recordando a palavras de Davi, São Pedro nos faz entender os fatos cristológicos dentro dos desígnios salvíficos de Deus.

O ensinamento petrino continua nos convidando ao temor de Deus, bem como a uma relação filial, graças a Cristo que nos resgatou com seu Sangue precioso.

A experiência de Emaús foi marcada pelo próprio Cristo, Palavra eterna do Pai, que com suas palavras fazia o coração dos Discípulos arder. Pois ele falava daquilo que Moisés e os Profetas falaram dele mesmo. E se deu a revelar no partir do pão. Os sagrados eventos das Escrituras e da Eucaristia são claramente revelados nessa liturgia pascal.

O que foi dito pelos Discípulos, a saber: “Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Pedro”, confirma a autoridade dos Apóstolos (ou, Tradição Apostólica), que juntamente com a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, é um elemento básico de nossa fé católica.

Que pelas mesas do Corpo e Sangue e da Palavra Cristo, preparada e recebida por intermédio dos Apóstolos, nos alimentemos e vivamos a alegria.